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28/07/2012 / Tar.Lomo

Depois de anos…

… voltei!

<img src=”https://www.dropbox.com/sh/q3uwd19r2tbql89/4C4KXfq1Gy?m#f:2012-07-28%2016.14.45.jpg“>

Não sei se esse endereço ainda é visitado, mas em todo o caso, vou apelar a ele.

 

Acontece o seguinte: comprei uma LC-A, mas não poderei ficar com ela, pois preciso de grana para consertar meu carro. Então, e bendita está à venda.

Se você tiver interesse, deixe um recado que eu entro em contato :)

 

https://www.dropbox.com/sh/q3uwd19r2tbql89/4C4KXfq1Gy

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31/03/2010 / Ekoabok

CEEUF

CONSELHO DE ENTIDADES ESTUDANTIS DA UNESP FATEC (CEEUF)

10 e 11 de ABRIL no Campus de Araraquara (FCL)

Dia 10/04 (sábado)

10h às 14h – Credenciamento das entidades

14h às 15h – almoço

15h às 18h – Reunião com entidades e estudantes das outras universidades e colégios para discutir a coordenação estadual das lutas.

19h DEBATE – REPRESSÃO: DO HAITI AO BRASIL

Dia 11/05 (domingo)

08h às 12h – Pautas do CEEUF

  • Congresso dos estudantes da UNESP FATEC (CEUF)
  • Conselho Universitário
  • Repressão

OBS: As pautas estão sempre sujeitas a alterações. Esperamos os companheiros da FATEC para que possamos discutir e unificar a luta contra o desvinculo.

12h às 13:30 – almoço

14h – Plenária final

Comissão organizadora (D.A Rio Claro; CACEF e CAFF Araraquara; CACS Marília)

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Chamado a estudantes, trabalhadores e professores das estaduais paulistas!

Ataques às condições de ensino e trabalho se tornaram constantes na Unesp, Usp, Unicamp e Centro Paula Souza nas últimas décadas. Ano após ano, os tucanos se esforçam em aplicar as cartilhas e modelos neoliberais ditados pelo Banco Mundial, FMI ou qualquer outro órgão a serviço do capital internacional e nacional.

Neste ano, as aulas nem haviam começado e novos ataques surgiram. Serra mostrou que nas eleições para reitor só um voto vale, e escolheu Rodas para ser o novo chefe da burocracia da USP. O novo reitor bem que tenta passar uma imagem de que está aberto ao diálogo, à conciliação, mas que conclusão tirar do fato de que durante a  cerimônia de sua posse estudantes e funcionários eram brutalmente reprimidos pela polícia do lado de fora? Ou então como entender a continuidade da política de perseguição aos dirigentes do sindicato dos trabalhadores da USP e a constante aplicação de multas ao mesmo?  Na UNICAMP e UNESP as reitorias e direções seguem a mesma linha ao atacar o direito dos estudantes de fazer uso do espaço público da universidade: do início do ano até agora, dezenas de estudantes estão ameaçados por processos de sindicância pela realização de festas dentro do campus. Ainda na Unesp temos também o caso emblemático da demissão do trabalhador Fred da Unesp de Franca por este ter denunciado um esquema de corrupção na biblioteca local. Isso sem falar de mais uma tentativa do governo estadual em desvincular as Fatecs e Etecs da Unesp, aprofundando o processo de sucateamento dessas instituições.

Além da repressão ancorada na falta de democracia, em 2010 se repetem os mesmos problemas de anos anteriores: falta de professores, reduzido quadro de funcionários, baixos salários, corte de benefícios, infra-estrutura inadequada, e insuficientes políticas de permanência (moradia, restaurante universitário, bolsas de auxilio, etc) para os poucos filhos de trabalhadores que entram na universidade pública não tenham que abandonar seus cursos.

Frente a tudo isso, muito bem denunciam os professores da rede pública estadual de ensino que vem impulsionando uma importante greve nas últimas semanas: enquanto o governo diz não ter recursos para aumentar a verba para a educação, destinou bilhões para salvar o lucro de grandes empresas durante o estopim da crise no ano passado e acaba de conceder aumento superior a 20% para policiais que nada mais servem do que para reprimir os trabalhadores e o povo pobre como nas revoltas contra as enchentes em São Paulo!

Se muitos desses ataques já são uma dura realidade em nossas universidades, é verdade também que outros não passaram graças a incansável luta que estudantes, trabalhadores e professores travaram no último período. Num cenário nacional onde na maioria das vezes pairou o conformismo e a passividade, importantes exemplos de resistência e combatividade foram dados nas estaduais paulistas. Se formos citar os mais recentes, lembraremos de 2007, quando impusemos a revogação dos decretos Serra com uma mobilização fortíssima e uma série de ocupações por todo o estado. Ou ainda a greve do ano passado, que apesar de não ter sido vitoriosa, mostrou disposição em se levantar contra a ocupação da PM e em defesa do companheiro Brandão e do SINTUSP.

É justamente para resgatar exemplos de luta como estes, aprendendo com suas lições, que nós, estudantes e entidades estudantis da Unesp, chamamos estudantes, trabalhadores e professores de USP, UNESP, UNICAMP e FATEC que se dispõem a lutar contra os rumos que nossas universidades vem tomando a participar no dia 10 de abril às 15h de uma reunião estadual que acontecerá durante o Conselho de Entidades da UNESP e FATEC  no campus da Unesp de Araraquara. Entendemos ser fundamental esta reunião para começarmos a reorganizar os três setores a partir das demandas de cada local de ensino e trabalho, unificando-as em torno de eixos que possam nos armar para travar uma luta contra Serra e a burocracia universitária a nível muito superior, levantar uma campanha decisiva contra a repressão aos que lutam, por melhores condições de ensino e trabalho  e pela democratização da universidade. Além disso, propomos que essa reunião sirva para organizar um encontro estadual construído na base dos três setores com o objetivo de colocar de pé uma coordenação estadual para organizar as lutas que virão.

31/03/2010 / Ekoabok

Estudantes se reúnem em debate pra discutir democracia na Unesp de Araraquara

Realizou-se no dia 18 de março na Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Araraquara um importante debate entitulado “Democracia: Por que e Para quem?”, que contou com a presença de Claudionor Brandão, da Liga Estratégia Revolucionária e dirigente sindical demitido do Sindicato de Trabalhadores da USP, além de Lais Tsuki e Léo pelos Centro Acadêmicos de Ciências Sociais (CAFF) e Economia (CACEF) respectivamente, que organizaram o debate como uma forma de aprofundar uma real concepção de democracia, para que possamos responder aos intensos ataques das direções e reitorias, como a sindicância enfrentada pelos CAs de Araraquara, ou o ataque a isonomia* entre professores e funcionários das estaduais promovida pelos REItores no início deste ano.

O debate contou com 90 estudantes, e em sua grande maioria calouros, o que demonstra uma grande disposição dos estudantes ingressantes em pensar seu papel na universidade, expresso pelas inúmeras intervenções no debate pelos calouros. Brandão denunciou a universidade em seus ideários democráticos, mas que na verdade são uma verdadeira oligarquia a serviço de seus interesses e dos governos estadual e federal, que se fazem da estrutura de poder antidemocrática da universidade para fazer parcerias com fundações privadas que lucram milhões a custo dos recursos da universidade e a essas praticamente nada o repassam, mas que para estudantes, sendo isso considerado democrático, mas o direito de reivindicação dos estudantes, funcionários e professores não o são, e que nossa saída só pode se dar derrubando a burocracia através de uma aliança entre os estudantes em conjunto com a classe trabalhadora e a população pobre, aliando essa luta ao fim do vestibular e da estatização das universidades particulares.

Léo colocou que a importância de entender o real interesse da direção em sindicar os estudantes, de dar cala-boca nos CAs, de forma a poder castrar qualquer mínima reivindicação e luta dos estudantes, para poder seguir com seus planos para universidade. Em sua fala Lais pontuou como a universidade deveria ser um espaço que fizesse a ligação entre o aprendizado e a crítica, um lugar que proporcionasse um ambiente próprio para uma dinâmica de estudo e discussão. Mas que a partir da burocracia a universidade tem sua estrutura impossibilitada de mínimas garantias para que essa dinâmica aconteça, além do uso de leis totalmente antidemocráticas, que de fato só servem para validar o poder dessa burocracia, e impedir qualquer mobilização. E ressaltou que só a união dos estudantes pode fazer frente a todos os ataques da direção, mas que para isso é necessário que os estudantes saiam do marco coorporativo e se unam aos trabalhadores e o conjunto da população para lutar pela real democratização da universidade. Assim como dos estudantes apoiarem ativamente a luta dos trabalhadores, e chamou a todos os estudantes a se solidarizarem com a luta dos professores do estado de São Paulo em greve desde o dia 8 de março.

Muitos estudantes se colocaram com valorosas contribuições, em um debate muito rico, que perpassou desde aprofundarmos a discussão sobre estrutura de poder na universidade, o vestibular e seu caráter de filtro social (de classe, raça e gênero), cotas, formas de combater a repressão, e de como precisamos retomar os espaços de utilização da universidade, assim como da necessidade dos estudantes e do apoio fundamental aos trabalhadores em suas lutas, como na greve dos professores do estado de São Paulo. Além da participação dos estudantes dos espaços de discussão do movimento estudantil que se coloca na luta contra a burocracia e os governos, e para isso a importância fundamental de todos comparecem no próximo CEEUF que será realizado em Araraquara nos dias 10 e 11 de Abril.

31/03/2010 / Ekoabok

A LÓGICA DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

Olá calouro(a)!

Temos certeza de que esse deve ser um dos momentos mais preciosos de sua vida e não queremos de maneira alguma estragá-lo, muito pelo contrário, queremos fazer dele inesquecível, para tanto, pretendemos torná-lo questionável. Comecemos com uma análise bem simples do porquê desse ser um momento tão precioso, até ritualístico, em nossa sociedade. É sabido que apenas 2,2% dos jovens entre 17 e 24 anos do Estado de São Paulo estão no ensino superior público[1], por essa razão, nos sentimos muitas vezes, e erroneamente, privilegiados por conseguirmos estar entre essa ínfima minoria. Daí o motivo desse ser um momento feliz e precioso para nós e nossos familiares.

Mas nos cabe a pergunta: será que o acesso ao conhecimento público, gratuito e presencial deve ser privilégio de poucos ou direito de todos? Está certo que outros 98% de jovens, como nós, não possam cursar uma universidade pública? E, principalmente, qual o motivo deles não estarem aqui conosco?

No Brasil, como em apenas outros dois países da América Latina, existe uma peneira entre o ensino médio e o ensino superior que é o vestibular. Para além de uma análise sobre o mérito (meritocrático) como divulgam a grande imprensa e os governos da burguesia, o vestibular funciona, e funcionou historicamente em nosso país[2], como funil social que impede que as camadas mais pobres da sociedade e os filhos da classe trabalhadora possam cursar o ensino superior e dar prosseguimento na aquisição do conhecimento historicamente acumulado pela humanidade. Na década de 50 do século passado, o vestibular era utilizado entre o ensino fundamental e o ensino médio com o mesmo objetivo de separar as classes sociais e a “intelectualidade” do resto da população. Essa separação se justifica pela lógica neoliberal que vem sendo imposta na educação superior do país, oposta à lógica de aquisição e difusão do conhecimento de forma crítica e consciente. A nossa universidade pública está voltada para a formação de mão-de-obra qualificada e para a formação dos futuros gestores dessa sociedade burguesa: médicos, engenheiros, advogados e cientistas, e dos reprodutores dessa lógica, os professores.

Aqueles que não conseguem passar pelo funil social do vestibular são obrigados – a grande maioria que não tem condições de fazer outro ano de cursinho e que precisa ajudar a sustentar financeiramente a sua família – a trabalhar e, para continuarem seus estudos, tem que submeter grande parte – senão todo – do seu salário mínimo (primeiro emprego) aos grandes monopólios das universidades particulares, que não fazem outra coisa senão preparar o jovem para servir de mão-de-obra barata para o mercado de trabalho, cumprindo, inclusive, uma lógica ainda mais nefasta do que as universidades públicas. Mesmo assim, 82% dos jovens não têm as mínimas condições de cursar sequer este ensino diretamente mercantilizado[3]. Vemos, portanto, que o vestibular serve, além de um funil social que separa as classes, como um separador entre o valor do trabalho braçal (menos valioso) do trabalho intelectual (mais valioso). Essa lógica ocasiona uma troca de valores, pois, em vez da valorização de todas as funções sociais do trabalho como essenciais para o funcionamento da sociedade, ocorre uma supervalorização do trabalho intelectualizado, devido ao processo de afunilamento socioeconômico do vestibular. Logo, o motivo desse ser um momento precioso na vida de cada um de vocês e de seus familiares deve ser questionado, afinal, se não fosse essa realidade que impede que outros 98% de jovens tenham essa mesma felicidade, seria um momento tão natural como passar do ensino fundamental para o ensino médio.

Buscando aprofundar essa diferenciação do trabalho, o governo Lula lança o PROUNI, com um discurso de democratização do acesso ao ensino superior público, que, se aparentemente, coloca pessoas que não teriam condições de arcar com as altas mensalidades dentro das universidades pagas, em uma análise mais aprofundada, vemos que salva essas universidades da falência, ao assegurar o preenchimento de vagas que antes ficariam ociosas[4], por meio do desvio de verbas públicas para manter os lucros dos empresários donos dessas universidades. Além de legitimar a existência da venda do conhecimento, que deve ser gratuito e assegurado pelo Estado como um direito de todos e que consta, inclusive, na Constituição Federal[5]. Já em São Paulo, vemos o governador Serra utilizando-se da UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), o ensino à distância, para aprofundar a diferenciação entre Universidades Centros de Excelência e Universidades Bolsões de Ensino. Enquanto universidades como a USP e a UNICAMP seguem sendo altamente elitizadas e com um vestibular socialmente sectário, produzindo pesquisas de ponta para o lucro de grandes multinacionais em detrimento de soluções para os problemas mais candentes da população (como as enchentes, moradias, problemas de saúde), universidades como a UNESP e a FATEC, por estarem espalhadas por todo o Estado, tornar-se-ão Bolsões de Ensino à distância, com o intuito de (semi)formar – de maneira precária e com qualidade altamente questionável pelos pedagogos – professores de ensino básico, de física, de biologia, de matemática, de filosofia, de sociais, de química, de português e de línguas estrangeiras, para reproduzirem no ensino inicial a lógica de separação entre o conhecimento presencial, voltado para as classes privilegiadas da sociedade, e o conhecimento à distância, voltado para as camadas mais baixas, pobres e da classe trabalhadora.

Então, frente às políticas dos governos federal e estadual, como o PROUNI, REUNI, novo ENEM e o ensino à distância (UNIVESP), que dizem democratizar o acesso ao ensino superior público, questionamos o motivo de existir um processo seletivo que impede que todos àqueles que queiram, dêem prosseguimento aos seus estudos, já que, sabemos, existem vagas presenciais, infra-estrutura e recursos humanos nas universidades particulares e verba pública disponível[6] para que todos os que queiram possam continuar os seus estudos. Sendo assim, a real democratização do acesso ao ensino superior somente se dará quando for eliminado o funil social que é o vestibular e os monopólios das universidades particulares forem estatizados!

Por isso, congratulamos você, calouro, por ter conseguido entrar na universidade pública, mas lembramos que a sua responsabilidade aqui não é a de se submeter a essa lógica de universidade, mas a de transformá-la. Por isso não deixe de participar do Conselho de Entidades Estudantis da UNESP e FATEC (CEEUF) que ocorrerá em Araraquara nos dias 27 e 28/02 e não deixe de lutar para que todos os que queiram tenham assegurado o seu direito de cursar uma universidade pública, gratuita e presencial com qualidade!

[1] Dados do site MEC-REUNI

[2] Durante a década de 30 e 40 o ensino médio era restrito para os poucos filhos da burguesia, sendo que para poder cursá-lo era necessário prestar uma prova classificatória (vestibular).

[3] Dados do Portal Fator Brasil de 2009: “Ensino Superior: mesmo com os avanços ainda é uma realidade para poucos”

4 De acordo com os dados do Censo de Educação Superior feito pelo INEP/MEC o ensino superior teve 50% das vagas ociosas em 2007.

5 No artigo 205 da Constituição Federal, afirma-se: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família”. No 206, especifica-se que: “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: […] IV gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais”. Inova-se a formulação da gratuidade, assegurando-a em todos os níveis na rede pública, ampliando-a para o ensino médio, tratada nas Constituições anteriores como exceção e, para o ensino superior, nunca contemplada em Cartas anteriores.

6 No inicio de 2009 o governo Lulla destinou mais de 300 bilhões dos cofres públicos para socorrer os grandes empresários e banqueiros da falência gerada pela crise econômica, em contrapartida diminuiu o orçamento da educação.

31/03/2010 / Ekoabok

Olá calouro e caloura

Apesar de estar chegando agora na Unesp e Fatec, com certeza você já conhece a estrutura completamente fragmentada dessa universidade, presente em todo o estado. Contudo, os problemas enfrentados por cada unidade, quando não são os mesmos, definitivamente são muito parecidos. Difícil ser diferente, pois que a administração central – a reitoria – é a mesma, bem como seu orçamento. Para entender um pouco melhor a dinâmica dessa estrutura cabe dizer que o reitor, principal cargo do regime universitário, é indicado a dedo pelo governador do estado a partir de uma lista de candidatos votados nas unidades de maneira nada democrática1.

Desde os problemas mais mínimos, como falta de professores, falta de bolsas e moradias para permanência estudantil dependem diretamente de São Paulo, cidade sede da reitoria, onde fica o atual chefe da repressão, do sucateamento e da privatização na Unesp: Herman Jacobus, que tem por trás de si o governador José Serra. Esta forma de organização produz o que chamamos de uma tendência feudal na Unesp, a marca da atuação dos diretores que se digladiam por mais verbas para seu campus numa encarniçada disputa de interesses locais, cada um querendo resolver os seus problemas. Produz também uma série de dificuldades para os estudantes que precisamos nos organizar à distância, pois ou nos unifiquemos para responder à reitoria ou seremos derrotados localmente pelas diretorias.

A verdade é que essa particularidade, de ser fragmentada por todo o estado, nunca impediu que fôssemos um importante setor no desenvolvimento do Movimento Estudantil (ME) paulista. Isso foi claro em 2007, quando estudantes de toda a Unesp se levantaram por todo o estado junto a demais estudantes de SP e do restante do país; também em 2009, os estudantes da Unesp cumpriram um importante papel na luta contra a Univesp e em solidariedade à greve dos trabalhadores da USP, como exemplo mais importante a luta estudantes de Marília, que souberam combinar suas demandas específicas (como um centro de línguas e restaurante universitário noturno) às bandeiras mais gerais contra a Univesp e pelo fim do vestibular, conseguindo inclusive o apoio da população local.

Neste ano que começa com a grande ocupação militar imperialista de Obama, com a colaboração de Lula e a ONU, sobre os destroços do Haiti; num período pré-eleitoral em que endurece as medidas repressivas contra os movimentos sociais, como o caso do MST que teve militantes presos politicamente, mas também contra a população que se revolta com o descaso a que estão submetidas, como foi devido às enchentes em todo o país; além da crise capitalista que vem dando provas de que ainda vive em toda a Europa e deve se manifestar com mais intensidade em demais países, é necessária uma rearticulação urgente para que possamos conformar um Movimento Estudantil que interfira nos rumos da sociedade com a perspectiva de superação dessas contradições colocadas pelos interesses dos que apenas exploram e enganam o povo: grandes capitalistas e políticos corruptos.

Como dentro das universidades a situação não é diferente, nossa primeira tarefa já está dada: as três sindicâncias abertas em Araraquara a estudantes precisam ser respondidas por todos nós e a única maneira de garantirmos isso é reunindo nossas entidades de base, os Centros Acadêmicos (CA’s), que representam cada curso de cada faculdade, superando as distâncias físicas que nos separam para nos organizarmos no Conselho de Entidades Estudantis da Unesp-Fatec (CEEUF). Desde então devemos também já apontar a organização de um Encontro Estadual de Estudantes, pois somente somando forças com demais universidades podemos responder definitivamente aos ataques do governo do estado. Enquanto os estudantes pautarem sua ordem do dia apenas pelo que alcança seus olhos, os que estão para além disso permanecerão intactos, coordenando seus ataques à distância!

Construamos um amplo e democrático CEEUF! Participe sendo membro de alguma entidade ou não e cobre o Centro Acadêmico do seu curso para que esteja presente e organize transporte, este é um aspecto crucial para nos prepararmos aos novos desafios desse ano que já começou!

1Em geral seguem o modelo 70% para professores, 15% para estudantes e 15% para funcionários, sendo que a proporção pela quantidade é inversa a isso. Feita essa votação o governador do estado escolhe o novo reitor de uma lista com os mais votados. Na USP, por exemplo, após as eleições no fim do ano passado Serra escolheu para reitor o segundo mais votado, Grandino Rodas, uma clara intervenção política que não acontecia desde a ditadura militar.

31/03/2010 / Ekoabok

O HAITI PRECISA DE COMIDA E REMÉDIOS E NÃO DE SOLDADOS E ARMAS: FORA AS TROPAS DOS EUA E DE LULA DO HAITI!

O Haiti, ao contrário do que a mídia vem dizendo, não é um país que não dá certo. Na realidade esse pequeno país tem uma rica histórica de resistência e desejo de construção de uma nação livre e soberana. Foi o segundo de todo continente americano a conquistar a sua independência e enquanto o norte americano comemorava sua independência que matinha intacta a escravidão, os haitianos conquistavam sua autonomia e o fim do trabalho escravo. Mas essa grande história de luta e coragem do povo haitiano fez com que pagassem um preço alto. O imperialismo não podia permitir que uma república de negros se tornasse um exemplo de nação. Desde a conquista de sua independência o Haiti foi inúmeras vezes atacados (militar e economicamente) pelas potências imperialistas. Primeiro os franceses e depois os EUA. E quando não eram atacados diretamente havia ditaduras sangrentas que eram sustentadas e apoiadas pelos norte americanos. Ou a atuação de gangues que eram armadas pelos próprios americanos para que depois tivessem alguma desculpa para ocupar o país caribenho. Desde 2004, o governo de Lula vem fazendo bem seu papel de capacho dos americanos e segue liderando a missão da ONU que ocupa militarmente o Haiti. Uma missão que supostamente deveria levar a paz para este país, mas que segundo relatos das próprias organizações populares haitianas, segue assassinando os pobres e trabalhadores, estuprando mulheres e crianças e defendendo as propriedades da pequena elite haitiana e das grandes empresas americanas que lucram horrores com trabalho semi- escravo no Haiti. O terremoto que assolou o Haiti em Janeiro, matando cerca de 200 mil pessoas e deixando milhões de feridos e desabrigados acabou por aumentar a tragédia e miséria que os imperialistas (com a recente ajuda de Lula) já haviam deixado no país. Agora, cinicamente, os EUA, os países da união européia e o Brasil, fazem demagogia com a catástrofe e a utilizam para aumentar o número de soldados e armas para controlar a população haitiana. As notícias que nos chegam por mídias alternativas denunciam que os americanos e as tropas da ONU estão ocupando os aeroportos e portos do país, impedindo e atrasando a ajuda humanitária e facilitando o ingresso de soldados. Perguntamos a você caro calouro, que tipo de ajuda humanitária é essa que gasta mais com envio de soldados, tanques e armas do que com comidas e remédios? Porém, quando voltamos e estudamos a história do Haiti perceberemos que os países ricos, em especial os EUA, sempre usaram inúmeras desculpas para tentar reprimir o valente povo haitiano. Por isso, nós, estudantes universitários brasileiros, junto a classe trabalhadora e o povo pobre, devemos repudiar essas ações ajudando a desmistificar a tão distorcida história do Haiti e exigir a imediata retirada das tropas americanas e da ONU do Haiti. Devemos gritar bem alto: “comida e remédio mandem tudo para Haiti, só não mandem suas tropas para o povo reprimir”. Chamamos a todos os bixos e bixetes a participarem e construírem debates, palestras e atos em solidariedade ao povo haitiano, denunciando o papel nefasto do governo Lula naquele país e exigindo a saída das tropas. Os estudantes da UNESP de Rio Preto já estão dando um grande exemplo, pois farão um ato pedágio em solidariedade ao povo haitiano, sigamos esse exemplo. Postado por CAFF às 08:48 1 comentários DIRETORIA DA UNESP DE ARARAQUARA INICIA OS ATAQUES DE 2010 Solidariedade aos estudantes! Retirada imediata das sindicâncias! Defesa incondicional de nossas entidades estudantis! Nem começou o ano letivo nas estaduais paulistas e as Direções e Reitorias (mais bem chamadas e conhecidas por Burocracia Acadêmica) tentam calar o movimento estudantil e os trabalhadores que tem demonstrado sua força na luta em defesa da Universidade. O histórico de repressão para relembrarmos desde 2007 na Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Araraquara com a prisão de mais de cem estudantes e a suspensão por seis meses de três estudantes que sofreram processo de sindicância (um deles acabou sendo jubilado), onde estudantes que lutavam contra os decretos de Serra e por liberdades democráticas mínimas como poder se expressar dentro do campus, pois a direção havia PROIBIDO qualquer manifestação ou reunião de caráter político dentro do campus e, onde no ano passado a mesma direção tentou EXPULSAR 20 estudantes por eles terem perdido a MATRICULA! No último golpe aos estudantes, a Diretoria do campus de Araraquara, comandada pelo seu novo diretor (burocrata) José Luís Bizelli, decidiu abrir uma sindicância composta pelos professores doutores Dagoberto José Fonseca e Luís Antonio Calmom Nabuco Lastória contra três estudantes representantes dos CAs de Ciências Sociais, Pedagogia e Economia, porque os CAs organizaram uma festa de confraternização (!!!) no campus. Festa que tinha como objetivo apresentar as novas gestões dos CAs, e possibilitar que os estudantes de todos os cursos pudessem ter um espaço no campus de confraternização e diálogo, na busca por uma união e um vínculo maior entre o conjunto dos estudantes e as entidades. Este ataque às entidades estudantis tem uma clara tentativa de calar e adestrar o movimento estudantil que começa a se rearticular em Araraquara e não aceita as imposições absurdas e anti-democráticas da direção e luta pelos direitos dos estudantes e trabalhadores, onde os Centros Acadêmicos assim que assumiram suas gestões se posicionaram publicamente contra o projeto de reforma do Restaurante Universitário do campus, revelando todas as reais intenções da Direção com a reforma – que tinha como pano de fundo a precarização dos trabalhadores do restaurante e a catracalização do mesmo. Não podemos conceber que dentro de uma Universidade e ainda mais Pública, uma minoria de professores tenha poderes absolutos sobre tudo, e que para gerir seus interesses, ataca direitos mínimos, como os estudantes poderem se expressar dentro da Universidade e confraternizarem, para que a universidade não se torne um espaço monolítico, mas sim um local vivo onde todos tenham a possibilidade de expressarem suas idéias dentro e fora da sala de aula. Essa falta de democracia só serve para que os estudantes se mantenham adestrados sobre açoite dessa minoria repressora (professores burocratas) que quer a todo custo ver seus interesses atendidos, precarizando e cerceando espaços dentro da universidade, para poder utilizar todo o dinheiro público a seu bel prazer. Por isso a lista da repressão é extensa… E ainda na Unesp, na Faculdade de Ciências e Tecnologia de Prudente em que os estudantes lutavam pela permanência estudantil, foram desocupados pela polícia militar. Além da perseguição de professores que denunciaram os esquemas da burocracia acadêmica como no campus da Unesp de Registro, a demissão política de um trabalhador da Unesp de Franca, e as várias sindicâncias abertas contra os estudantes da Unesp de Bauru completam o quadro unespiano. Mas não apenas na Unesp – em que os vários exemplos nos saltam aos olhos – mas também na USP a repressão aos estudantes e trabalhadores tem sido cada vez mais forte, como caso emblemático tivemos a demissão de Brandão, diretor do sindicato dos trabalhadores da USP, e diversos ataques ao sindicato, assim como a invasão da polícia na USP para reprimir a greve dos estudantes e trabalhadores. Isso sem falarmos em como a repressão atinge a todos os setores em luta na nossa sociedade como a perseguição e humilhação aos trabalhadores do campo e ao MST. Essa prática corrente das diretorias e reitorias das estaduais paulistas tem se intensificado cada vez mais, o ano letivo nem mesmo começou e já vimos a repressão dos estudantes da USP no ato contra a posse do novo reitor Rodas, que se utilizou mais uma vez da polícia para bater e prender estudantes. E na Unesp as diretorias seguindo ordens diretas do reitor Herman, tentam a qualquer custo controlar as calouradas como forma de perpetuar a estrutura anti-democrática da universidade, se negando a aceitar as propostas dos estudantes, que tentaram colocar o debate da realidade das universidades hoje e o papel dos estudantes, como na UNESP de Marília e Franca.Por isso chamamos a solidariedade dos estudantes e trabalhadores construírem uma forte campanha contra a repressão e perseguição dos estudantes, e pelo fim da sindicância contra os CAs de Araraquara. Mas também a colocar de pé, como parte da reorganização do movimento estudantil da UNESP e das estaduais paulistas em aliança com os trabalhadores e o povo pobre, uma ampla campanha contra a repressão!

30/01/2010 / Ekoabok

Carta Aberta aos estudantes de C. Sociais

Nós do Movimento A Plenos Pulmões e do Pão Rosas que estamos construindo junto com companheiros independentes de nosso curso a chapa Ekóabok para gestão 2010 do CAFF, queremos aqui, abrir um debate com o conjunto dos estudantes de Ciências Sociais em questões que para nós são fundamentais de serem discutidas e colocadas na construção de um programa, expressamos aqui uma posição, sobretudo nossa, que começamos a debater com o conjunto da chapa, mas que ainda não chegamos a uma síntese suficiente para expormos como um programa de todos, partindo de uma posição democrática que as diferenças de concepção e posicionamentos diferentes, sejam apresentados a todos.
Para nós é fundamental partir dos elementos que compõem a nossa realidade social, e ligarmos a UNESP e nosso curso frente eles, como forma de conseguir estabelecer mais clara e precisamente nossas posições, e assim, estabelecer um dialogo aberto e sincero com os estudantes.
Primeiro colocar que precisamos partir de refletir as políticas colocadas para educação desde o Prouni e Reuni do governo federal (Lula), aos vários movimentos pensados pelo governo estadual (Serra) para adequar o ensino superior ao interesses dos empresários.
Poderíamos simplesmente nos perguntar “o que temos a ver com isso?”, e a resposta é bem simples, esses planos afetam diretamente a UNESP, que não está isenta de tais transformações, menos ainda o nosso curso. Desde a expansão de vagas, passando pelos decretos de 2007 e os recentes PDI e Univesp no último ano, foi se configurando varias mudanças na UNESP, onde atua em um sentido muito parecido com as reformas federais de Lula, Serra a seu modo expandiu as vagas da UNESP, mas manteve o orçamento da universidade igual, em 2007 inverteu o principio educativo, colocando claramente que as universidades estaduais deveriam se voltar fundamentalmente para produções operacionais, ou seja, que atendam a interesses materiais diretos (pesquisas de cunho tecnológico), não da população, mas das empresas através de suas parcerias, e visto os entraves postos pelo movimento estudantil recuou para em 2008 aparecer com uma cartada mestra, o PDI, plano que trata exclusivamente da UNESP, na qual se aprofunda as questões referentes às PPPs (Parcerias Púbico Privado), além de planejar uma reestruturação nos cursos, de forma a responder ao problema de falta de professores, por exemplo, propondo a união de mesmos cursos, ou seja, o fechamento de cursos. E isso poderia ser feito na medida que o governo propões um ensino de “alta capacidade de excelência” através do EAD (Ensino a distância) pela Univesp que tem seu vestibular marcado para dezembro.
Basta olharmos para nosso curso e vermos uma reestruturação imposta pelo MEC que aumentou absurdamente a carga de estágio e práticas sem sentidos como os AACC, em contra partida retirando várias disciplinas de nosso curso como, Economia, História e Filosofia, com um fim claro de transformar nosso curso em um bolsão de formação de professores, enquanto se investe em cursos que trazem retorno financeiro (para as empresas) como as engenharias.
E nesse momento de crise do capitalismo, em que as contradições tendem a se aprofundar na sociedade, assim como, dentro da universidade e coloca a possibilidade real de mais ataques à educação. Para nós é fundamental que os estudantes frente a esse cenário lutem para combater essas políticas privatizantes desses governos e contra esse regime de exploração que se sustenta pela lógica do lucro a qualquer custo para poucos, que não estão interessados em melhorar a educação, mas manter os lucros das empresas, e que vão tentar a todo custo fazer com que o ônus dessa crise seja pago pela juventude e trabalhadores.
É fundamental que o movimento estudantil dê uma resposta frente a tantos ataques, porém ela não pode vir apenas através da negação das políticas impostas, mas por um programa que responda de fato aos problemas da educação e da universidade, estabelecendo uma aliança com os trabalhadores e o povo que sustentam a universidade, mas que nem eles, nem seus filhos têm acesso a um ensino superior público e de qualidade. Nessa perspectiva é preciso que cada luta por nossas demandas mais mínimas levem ao questionamento do caráter da universidade, buscando uma aliança com os trabalhadores por uma luta pela estatização das universidades privadas, combinado com o fim do vestibular para que todos tenham direito ao acesso, e pôr fim à estrutura de poder arcaica da universidade, onde a minoria de professores decide tudo que será colocado para as universidades em contribuição direta para com os governos, pois não a toa é o Governador quem escolhe os reitores, substituindo esse regime antidemocrático, por um em que todos tenham peso igual de voz e voto, que as decisões sejam tomadas por fóruns democráticos, e não por um REItor iluminado por seus diretores, que quando os estudantes se mobilizam mandam a polícia como forma de diálogo, seja na USP e Unesp de Prudente esse ano, ou em Araraquara em 2007.
Por sabermos que a repressão é sempre a resposta às nossas lutas, nos colocamos enquanto defesa incondicional dos estudantes e trabalhadores, assim como do conjunto dos movimentos sociais que se colocam em lutas por suas demandas democráticas e são perseguidos, pela polícia, governos e pela mídia, como podemos ver na ofensiva que se deu contra o MST, e contra o Sintusp. Basta de repressão aos trabalhadores e suas formas de organização! Basta de repressão aos movimentos sociais!
Acreditamos que a organização dos estudantes é fundamental, por isso é importante construir espaços verdadeiramente democráticos, onde o conjunto dos estudantes possa se fazer ouvido e representado. Acreditamos ser fundamental a organização de debates e assembléias abertas que todos possam se expressar. E em momentos em que os estudantes tomem a dianteira, que se leve a discussão para dentro das salas de aula de maneira que ela fique cada vez mais viva; nesse sentido pensamos na construção de um corpo de delegados desde as salas de aula, como forma a expressar a discussão no conjunto dos estudantes. Por fim colocamos que a união entre os estudantes se faz necessária, então propomos a construção de encontros estaduais de universidades públicas, privadas e secundaristas que possibilitem estruturar uma organização de todos.

Por um movimento estudantil verdadeiramente Democrático!

Pelo fim da perseguição aos estudantes e lutadores!

Pelo fim do monopólios de ensino! Estatização das universidades privadas!

Contra o vestibular! Ensino para todos!